sábado, 24 de outubro de 2020


Por Sayonara Andrade – Ideologias tem sua importância, especialmente quando inseridas na vida em democracia, mas, precisamos deixar o fanatismo de lado.

(Via autora do artigo).

Direita e Esquerda se tornaram palavras bem comuns nas conversas atuais. Em inúmeros contextos também viraram termos pejorativos na boca de muita gente. Atualmente o senso comum entende um Conservador (de Direita) como alguém cujas crenças e valores estão alicerçados em tradições, tais como família, pátria e o Deus Cristão. Por outro lado, Progressista (de Esquerda) passou a identificar quem acredita que um mundo melhor tem relações estreitas com a supressão das tradições às quais se apegam os Conservadores. Simples assim.

Mas, no que tange ao mundo real a maioria das pessoas não está inserida nos exemplos acima. A bem da verdade, nem todo mundo conhece na íntegra o conjunto de crenças políticas que professa. Mas todos gostamos de pensar que entendemos de temas importantes.

Por isso é que muitos de nós leem resenhas de livros. Depois, juntamos a elas um apanhado de frases de efeito de nossos líderes preferidos. Por fim, forçamos a realidade para que se enquadre em nossa teoria favorita para que, assim, a justifique.

É claro que existem honrosas exceções entre professos Conservadores e Progressistas. No entanto, é bom relembrar que nem todos eles tem perfil revolucionário. Muitas pessoas de mente excepcional foram cuidar da própria vida ao invés de tentar mudar o mundo. E tal postura não os descredencia, de forma alguma.

O cidadão médio crê no que quer e no que traz respostas a suas necessidades mais imediatas. E ele tende a examinar uma teoria política à luz de sua própria vivência e a de sua comunidade imediata.

O que realmente fisga sua atenção é o senso de oportunidade de vida melhor que capta na fala de um político. E como as gentes se equivocam nessas oitivas alheias!

Por exemplo: é em tempos de horário eleitoral que os arrogantes discursam sorrindo. Pode-se até mesmo ouvir uma música de fundo afirmando o quanto eles são acessíveis. Os mandamentos do marketing eleitoral assim o exigem.

Além disso, candidatos inexperientes se dizem arautos da revolução. Mas nos bastidores os seus conselheiros (ou manipuladores?) são os mesmos que há anos se empoleiraram nos centros de poder.

Ideologias tem sua importância, especialmente quando inseridas na vida em democracia. Mas precisamos deixar o fanatismo de lado.

Lutar num ringue onde Progressistas e Conservadores se digladiam meramente pela ideologia que carregam é no mínimo de uma ingenuidade nauseante. É o mesmo que acolher a estupidez e prestar-lhe a mais suprema honra.

>>Por Sayonara Andrade – Via Site Portal de Prefeitura.