quarta-feira, 23 de dezembro de 2020


Por Daniel Mariano Gomes Filho – Professor do curso de Administração da Faculdade UNINASSAU Caruaru, consultor, mestre em Administração, especialista em Gestão Pública, Gestão de Pessoas e Gestão de Marketing.

(Via Valorem).

O décimo terceiro salário é uma gratificação natalina aplicada no Brasil no governo de João Goulart. Até os dias atuais este valor é aguardado por muitos brasileiros para ter sua conta no azul ou, por outro lado, conseguir adquirir algo que você esperou e trabalhou o ano inteiro para tal.

As recomendações sobre o que fazer com o seu décimo terceiro são inúmeras, mas irão depender sempre de suas predileções. Nesse contexto é fundamental destacar que nos dias de hoje é fundamental o entendimento sobre: o que eu quero, é desejo ou necessidade?   

Essa primeira reflexão deve-se em função de sabermos priorizar e hierarquizar tudo aquilo que objetivamos fazer com esse dinheiro. Porém, é fundamental entender que, neste sentido, não estamos falando da mesma coisa. 

De acordo com a ABAC (2016) – Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios – podemos compreender que as necessidades estão diretamente relacionadas com aquilo que é fundamental e indispensável para a nossa existência. Por outro lado, o desejo parte de uma predileção por algo que não obrigatoriamente precisa existir e que afete diretamente nossas economias. 

Ao receber o seu 13º salário neste ano será necessário pensar que momentos adversos podem surgir. Um marco na nossa existência é o presente momento advindo da pandemia do Covid-19. Uma doença que assolou o mundo, tirou vidas e também fechou empresas, afetando diretamente a economia global. Salienta-se que este fenômeno não era algo previsto, precisando de um bom gerenciamento de riscos para diminuir os impactos ocasionados pelo Covid. 

As pessoas que no ano anterior pouparam o seu 13º salário para casos relacionados especificamente com as suas necessidades, agora podem utilizar este dinheiro para tudo que for fundamental para sanar suas precisões e não os desejos, pois estes podem esperar para momentos favoráveis. Aqueles que não tiveram a mesma atitude foram “pegos de surpresa” e, com isto, talvez tenham passado por uma realidade oposta à daqueles que optaram por ter uma reserva de valor.   

Fato que o 13º salário é um direito de todo trabalhador, porém não são todos que fazem o uso consciente deste dinheiro. Então para isso, sugere-se pensar além das necessidades e desejos e incluir nessas reflexões e futuras decisões uma outra ótica: O que é prioridade para mim?   

Ao entender quais são suas prioridades frente às suas próprias necessidades e desejos, sua compreensão a respeito do destino que se dará para este valor será mais assertiva, visto que a tendência é de um uso consciente deste dinheiro.      

Logo, é fundamental que todo trabalhador analise o atual momento que vivencia, pondere os acontecimentos atuais de escala global e impactos locais, seus anseios e busquem atender aquilo que é necessidade, atendo-se ao fato de que situações adversas podem surgir e para enfrentá-las precisamos estar preparados emocionalmente e, inclusive, financeiramente. Tornando seu 13º salário uma fonte extra e de valia na segurança para momentos de insegurança e cenários de incertezas. 

>>FONTE: Via Assessoria de Comunicação e Imprensa / Willyberg Braga.