terça-feira, 10 de novembro de 2020


EXCLUSIVO – Notícia foi dada em primeira mão pela página Bezerros 24h.

(Reprodução internet).

Com exclusividade, o Bezerros 24h noticiou, nesta terça-feira (10), sobre a determinação da Justiça Eleitoral em Bezerros, no Agreste pernambucano, que proibiu a divulgação de uma pesquisa realizada pela empresa “AUGUSTO DA S. ROCHA EIRELI”. Segundo à decisão, trata-se de uma pesquisa “fraudulenta”, já que a própria empresa é a responsável pela contratação do estudo.

Ainda segundo a página informativa local, a decisão do Juiz Eleitoral Murilo Borges Koerich, tomou como base diversas irregularidades contra a empresa. Entre elas está, por exemplo, a ausência da emissão da nota fiscal, o que, segundo o magistrado “é estranho, não havendo dúvidas de que isso foi feito com o intento de ocultar a pessoa ou empresa contratante, prejudicando a transparência da pesquisa”.

Outro ponto que chama a atenção é o fato do baixo custo do levantamento que, segundo consta na decisão judicial, é de R$ 2.500,00, ou seja, R$ 12,50 por entrevistado. Na análise do juiz eleitoral, “parece muito pouco para uma pesquisa que, em tese, iria entrevistar 200 pessoas em mais de 20 localidades do município”. A decisão diz ainda que não houve apresentação de qualquer resposta por parte da empresa, “o que revela uma certa conivência da pessoa jurídica representada para a omissão de dados, reforçando o entendimento de que se trata de uma pesquisa fraudulenta”, apontou o magistrado.

Além das irregularidades já citadas acima, a Justiça Eleitoral apontou que “percebe-se, claramente, que a data da divulgação, apenas quatro dias antes das eleições, tem o nítido propósito de desequilibrar o pleito”, uma vez que “muitas pessoas não gostam de votar no perdedor apontado pela suposta pesquisa”. Confira íntegra da decisão: https://sedesc1-jud-01.tse.jus.br/mural-consulta-back-end/rest/publicacao/download/1351830?fbclid=IwAR0mDcZ88TU77QuL5EAN13HlOca5M98vaptJ1EESsYO9bv-p3x6ZZ971GZA.

Importante reforçar que divulgação de qualquer dado e/ou pesquisa fraudulenta pode acarretar multa no valor de R$ 106.410,00, além de abertura de inquérito policial.

ANÁLISE 

Como previsto em matérias anteriores pelo nosso blog, o candidato Gabeira Carvalho (MDB) parece, de fato, está cumprindo o objetivo de “tumultuar e desviar o foco” da disputa majoritária na Terra do Papangu mesmo que para isso tenha que passar vexames e se tornar piada ou memes nas redes sociais. 

Quanto à pesquisa fraudulenta que seria apresentada pelo candidato, nesta quarta-feira (11), como o próprio Gabeira sinalizou em live gravada e exibida nas redes sociais ontem (segunda-feira, 09), observamos um claro objetivo de prejudicar o andamento do pleito municipal, no intuito de beneficiar o grupo político representado pelo MDB em Bezerros.

Acreditamos que tanto à empresa realizadora da pesquisa quanto o candidato se esqueceram de um pequeno detalhe: a inteligência do eleitor bezerrense. Afinal, como pode o contratante da pesquisa ser o mesmo realizador do levantamento? Como se não bastasse, a aplicação da pesquisa ocorreu, segundo consta, nos dias 03 e 04 deste mês e o registro só ocorreu em data posterior, ou seja, no dia 05 de novembro.

Além da demora para divulgação do resultado, o que nos deixa intrigados é saber como o então candidato teve acesso aos dados pesquisados antes da data prevista para divulgação pela empresa, ou seja, quarta-feira, dia 11 deste mês? A resposta cabe ao povo e em especial o eleitor bezerrense.

>>DA REDAÇÃO / Via Bezerros 24h / Justiça Eleitoral.