sexta-feira, 27 de novembro de 2020


CONTRIBUIÇÃO – Coordenador do programa, o professor Ademario Tavares explica que o intercâmbio é um diferencial na formação de estudantes e contribui para transformações sociais.

(Reprodução internet).

Fazer um intercâmbio para melhorar a proficiência é um excelente investimento. A história de Marcelle Silva de Abreu é um exemplo disso. Estudante de Farmácia na Asces-Unita, ela participou do intercâmbio em 2011, indo cursar um semestre acadêmico na Universidade de Valência, na Espanha. Para Marcelle, uma excelente oportunidade. “Aprendi outro idioma e aumentei minha rede de contatos. Aprovei em todas as disciplinas e voltei para o Brasil já sabendo que queria regressar”, recorda.

Marcelle concluiu a graduação no final de 2012 e, dois anos depois, voltou para a Espanha para cursar o mestrado. “Quando terminei o mestrado fiz outro máster, continuei fazendo apresentações em congressos, depois conclui o doutorado e consegui uma vaga de professora associada na Universidade de Barcelona. Atualmente dou aulas lá e sou pesquisadora de outro centro de pesquisa”.

Encarar uma nova vida, em outro lugar, sem ter amigos ou familiares por perto não é fácil. Marcelle tem facilidade para fazer novas amizades e isso ajuda a lidar com a solidão. O trabalho na universidade também é desafiador. “Aqui em Catalunha e Barcelona existe outro idioma além do espanhol, o catalão, então você se esforça em dobro para explicar um conteúdo, mas é gratificante”. A pandemia também alterou a rotina. “Só estamos com aulas práticas, aulas teóricas estão sendo todas online”.

Marcelle reconhece que o intercâmbio foi fundamental para sua formação. “Eu não estaria aqui hoje se não fosse o intercâmbio para me abrir portas”. O professor Ademario Tavares, coordenador do Núcleo de Assuntos Internacionais da Asces, enxerga a egressa como referência. “Ficamos muito orgulhosos do caminho que ela traçou”. Ele explica que desde 2007, quando a instituição iniciou o intercâmbio, 135 alunos já foram estudar em outros países, quase todos eles durante um semestre.

Para participar do programa, o estudante passa por um processo seletivo simples, que leva em consideração a antiguidade no curso, o conhecimento da língua estrangeira e a melhor média acadêmica. O curso de Direito é o que mais alunos envia para o exterior, Fisioterapia também tem um histórico forte de participação, entre os demais cursos. “Todas as instituições com as quais temos convênio nós conhecemos pessoalmente, então há uma relação de confiança mútua. É um trabalho integrado”, cita.

Ademario ressalta que um diferencial no programa de intercâmbio da Asces é a isenção do pagamento de mensalidades enquanto o aluno está fora do país. “Nenhuma instituição em Pernambuco, até onde eu saiba, faz nada parecido. Isso fez com que o programa se tornasse mais democrático”, avalia.

Em sua visão, o aluno normalmente volta para o Brasil com um perfil diferenciado. “Nós formamos um profissional mais bem preparado. Se alguns ficam lá, significa que estamos preparando bem, mas o importante é que essas pessoas voltem para ajudar no desenvolvimento regional e sejam agentes de transformação do seu lugar com o exercício da sua profissão”, opina. 

>>FONTE: Via Assessoria de Comunicação e Imprensa / Daniela Araújo.