sábado, 24 de outubro de 2020


(Reprodução internet).

Estamos no tempo de muitas promessas, tempo de política, mas principalmente no tempo dos vendedores de votos. Vendedores que por uma garoupa ou um lobo-guará, trocam a possibilidade de ter um calçamento em sua rua, um saneamento básico ou uma saúde mais digna. Alguns o fazem por necessidade, mas outros por pura ignorância ou egoísmo. 

O voto é primordial para que sejamos um país, estado, cidade com uma melhor democracia, onde a população possa confiar nos seus representantes e receber tudo aquilo que precisa para uma vida de qualidade.

Pode ser utópico, mas a população deveria escolher como critério para que o voto fosse consciente, analisar as propostas de cada candidato e não se vender por uma cédula de real. Deveria votar naquele nome que se pudesse ter orgulho em indicar aos seus conhecidos, por se tratar de um candidato ético, competente e com propostas de altíssima qualidade.

O que vemos, e que é muito comum, são pessoas transformarem seu voto em mercadoria, trocando-o por benefícios individuais e pouco éticos, muitas vezes até ilegais. Quem nunca escutou de alguém que trocou o voto por cesta básica, gasolina, materiais de construção… 

A compra e venda de votos costuma ter sua importância minimizada, uma prática às vezes até já naturalizada em determinados locais. O seu voto não é uma mercadoria, fazendo isso, você estará ajudando a eleger alguém que usou de métodos imorais e ilegais para chegar ao poder.

E o pior, você ao colaborar com esse tipo de prática, está abrindo mão do seu papel de cidadão e permitindo que um governante corrupto tome decisões que influenciarão sua vida e a de todos os outros cidadãos. E não é só o representante que se elege de forma corrupta, ao vender seu voto, você se torna uma pessoa corrupta também.

Vamos analisar duas situações: entre ganhar um tanque de gasolina agora e um novo hospital na sua cidade daqui a quatro anos, o que você escolheria? Entre uma cesta básica agora e maiores investimentos em educação nos próximos anos, qual opção você prefere?

Nos dois casos, ao escolher a primeira opção, você não terá como cobrar a segunda opção, pois elegendo uma pessoa corrupta deixará de eleger alguém comprometido com o bom funcionamento dos serviços públicos. Mas, se você não quer que uma pessoa corrupta tenha o poder de decidir seu destino durante quatro anos, não venda seu voto!

>>Por Oscar Mariano – Cientista político.